27 julho, 2006

20 julho, 2006

Ódio, ainda se lembram?

Mário Machado, de 29 anos, tinha uma grande paixão na adolescência – o Sporting. O fervor com que seguia os jogos do seu clube do coração levou-o a aderir à Juve Leo, a mais assanhada e numerosa claque de Alvalade. Passou a acompanhar todos os jogos – e, como disse em Maio do ano passado numa entrevista ao Correio da Manhã, descobriu o ideal dos cabeças-rapadas: “Gostava da maneira de vestir.” Mário Machado integrou o ‘Núcleo 1143’, o grupo de ‘skinheads’ da Juventude Leonina. O número representa a data do Tratado de Zamora, em que o rei D. Afonso VII de Leão reconhece a D. Afonso Henriques a soberania do reino de Portugal. Mário cresceu e percebeu que a cultura ‘skinhead’ não se baseava apenas na aparência física, mas sim numa ideologia. Ardia em nacionalismo e, como os outros da claque, acreditava na supremacia da raça branca. Mas aquilo que parecia uma mania de adolescente transformou-se num modo de vida. Na noite de 10 de Junho de 1995, fez parte de um grupo de ‘skinheads’ que perseguiu negros pelas ruas do Bairro Alto, em Lisboa. Alcino Monteiro, um dos perseguidos, não conseguiu fugir aos agressores: foi assassinado a pontapé. Dezassete cabeças-rapadas responderam pelo crime, no Tribunal da Boa Hora. Sentados na sala de audiências, os autores materiais e morais do crime foram condenados a penas entre os 22 e os 25 anos. Outros saíram com penas mais leves, como Mário Machado que cumpriu quatro anos e três meses por “participação em rixa”. O actual dirigente da Frente Nacional viveu muito tempo de cara tapada. Hoje mostra-se porque admite que a cultura ‘skinhead’ não deve permanecer escondida. Reside em Loures. Há dois anos, foi apanhado pela GNR naquele que seria o quartel-general dos ‘skins’, com armas e diverso material alusivo a Hitler. Anteontem, foi novamente detido por posse ilegal de armas. Tem o corpo tatuado com cruzes suásticas e um imagem de Hitler. Ganha a vida como segurança, na noite.

alone


Toulouse-Lautrec

Contributo para os retratos originais de uma filosofia gráfica, ou porque a razão é desesperadamente chamada a este momento...

Estou pronto a aferir pela razão as sensações que se desvanecem nos momentos de ruptura que se aproximam. A indecisão nem sempre é um campo aberto, cuja linha do horizonte surge aonde quer que se avizinhe a sorte. Hà momentos em que essa indecisão é, antes a plenitude do conhecimento, a abrangência das várias realidades por fruir, um lançamento dos dados, sabendo quais as probabilidades de sair um número ímpar.
Mastigar a indecisão é negar a razão das várias possibilidades. Não me furto ao desconhecido. Quero percebê-lo. Porque haverá um momento em que ele se auto-destrói. E é todo o antes desse momento que atravessa. E é toda a razão oculta que procuro trazer à superfície.
Não há momentos de ruptura mais ou menos relevantes. Há romper e há reformar. E há que saber quando romper, porque reformar é um acto sempre disponível...

17 julho, 2006

E finalmente, o que interessa...







Fonte: Portugalgay.pt

E agora, os autores desta aboninação...
(caso os encontrem na rua mudem de passeio, ou caso eu morra, já sabem de quem suspeitar...)



Decidi que em vez de postar imagens fantásticas sobre a 1ª Marcha LGBT no Porto, decidi antes colocar aqui o porquê de ela ser necessária.
Fonte:
http://portugalgay.pt/frame.asp



11 julho, 2006