12 janeiro, 2007
20 dezembro, 2006
24 novembro, 2006

Movimento Médicos pela Escolha
Pelo SIM no referendo da
Interrupção Voluntária da Gravidez
A necessidade de promover os direitos sexuais e reprodutivos em Portugal não pode passar ao lado dos profissionais de saúde que diariamente se vêem confrontados com a falta de recursos humanos, técnicos, logísticos ou legais para fazer cumprir tais direitos, como seria seu dever.
Os eleitores devem estar conscientes da importância do seu voto, do que significa ir ou não votar. Esta tomada de posição deve ser informada e o esclarecimento das opiniões não pode ser apenas político, social ou religioso, deve também ser científico. A Associação Médicos pela Escolha contribui para este debate com o conhecimento e a experiência dos profissionais.
Existe um largo consenso internacional, expresso pela Organização Mundial de Saúde, ONU e União Europeia, no que respeita à regulamentação da IVG, que o país não pode continuar a ignorar. Os principais estudos realizados, apontam para a existência de um risco mínimo neste procedimento, se realizado com segurança até às 12 semanas de gestação. O aborto clandestino é um problema de saúde pública no nosso país, estando na origem de inúmeros casos de complicações e de morte.
Nas regiões onde esta prática é legal, a mortalidade por aborto é baixa (0,2-1,2 mortes por 100 000 abortos). Nas regiões onde o aborto é ilegal ou muito restringido a mortalidade por aborto é bastante elevada (chegando, em alguns casos, a 330 mortes por 100 000 abortos). (fonte: The Alan Guttmacher Institute)
A vivência responsável e informada da sexualidade por parte de todos depende de uma responsabilização do Estado e do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Defender a despenalização da IVG é, para nós, procurar criar as condições de possibilidade para que o número de IVG’s no país diminua e para que deixem de estar em causa a saúde e a vida das mulheres.
Alda Sousa - Professora do ICBAS, investigadora em Genética Humana
Alexandre Quintanilha - Professor Catedrático no ICBAS, Investigador e Director do Instituto de Biologia Molecular e Celular
Alfredo Frade - Médico Psiquiatra, Director do CAT de Torres Vedras
América Almeida -Enfermeira do Porto
Ana Campos - Médica Obstetra, Directora do Serviço Materno-Fetal da Maternidade Alfredo da Costa
Ana Aroso - Médica Ginecologista, colaboradora da APF Porto
António Marinho Silva - Médico Cardiologista no Hospital da Universidade de Coimbra
Cecília Costa - Psicóloga, investigadora, Membro Fundador dos Médicos pela Escolha
Cipriano Justo - Médico de Saúde Pública, Professor na Universidade Lusófona
Filipe Rosas - Médico Anestesiologista, Hospital de Santarém
Henrique Barros - Médico Epidemiologista, Professor Catedrático na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida
Isabel do Carmo - Médica Endocrinologista no Hospital de Santa Maria, Professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
Isabel Menezes - Psicóloga, Professora na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto
Dória Nóbrega - Médico Obstetra, Ex-Director de serviço da Maternidade Alfredo da Costa
João Semedo - Médico Pneumologista, Presidente do Conselho de Administração do Hospital Joaquim Urbano
Joaquim Fidalgo Freitas - Médico Psiquiatra, Ex-Chefe do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Viseu
Jorge Portugal - Médico Endocrinologista, Chefe de Serviço do Hospital Garcia da Orta
Jorge Sequeiros - Médico Geneticista e Prof. Cat., ICBAS e IBMC, UP; Presidente do Colégio de Genética Médica (Ordem dos Médicos); Membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida
José Manuel Boavida - Médico Diabetologista, Director Clínico da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal
Laura Coutinho Mendes - Enfermeira, Professora na Escola Superior de Enfermagem Maria Fernanda Resende
Leonor David - Médica Patologista, Professora da FMUP e Investigadora no IPATIMUP
Manuel Sobrinho Simões - Médico Patologista, Professor Catedrático da FMUP e Director do IPATIMUP
Mara Carvalho - Médica, Membro fundador dos Médicos pela Escolha
Maria João de Andrade - Médica, Hospital de Sta. Cruz
Maria João Trindade - Médica, presidente da delegação da APF em Coimbra
Maria José Alves - Médica Ginecologista Obstetra, Chefe de Serviço de Ginecologia/Obstetrícia na Maternidade Alfredo da Costa
Maria do Rosário Horta - Enfermeira de Saúde Pública, Coordenadora da sub-região de Saúde de Lisboa
Maria Margarida Ruas - Médica de Família no Centro de Saúde de Camarate
Mário Durval - Médico de Saúde Pública, Delegado de Saúde do Barreiro
Mário Sousa - Especialista em Medicina Reprodutiva, Professor Catedrático do ICBAS
Miguel Maya - Médico Obstetra, Almada
Nuno Grande - Professor Catedrático de Anatomia Jubilado ICBAS
Octávio Cunha - Director do Serviço de Neonatologia do Hospital Geral de Sto. António
Paulo Fidalgo - Médico IPO
Paulo Sarmento - Médico, Director Clínico da Maternidade Júlio Dinis, no Porto
Pedro Moradas Ferreira - Investigador, Professor Catedrático do ICBAS e Membro do Conselho Executivo do IBMC
Pinto da Costa - Médico, Professor Catedrático de Medicina Legal
Rosalvo Almeida - Médico Neurologista
Sara Ferreira - Estudante de Medicina, Membro fundador dos Médicos pela Escolha
Sónia Veloso Trevisan - Enfermeira
Vasco Freire - Médico, Membro fundador dos Médicos pela Escolha
e-mail : medicospelaescolha@gmail.com
Não é um estudo, é uma META-ANÁLISE
“Os dados existentes apontam firmemente para a conclusão de que o aborto tem sequelas psiquiátricas menos adversas do que uma gravidez levada a termo”
21 novembro, 2006
Haja memória
Tal como esta mulher de 37 anos, grávida de cinco meses, mãe de três filhos e com poucos recursos económicos, há muitas mais a abortar clandestinamente na freguesia de Aldoar. A presidente da Associação de Moradores da zona, Esmeralda Mateus: "Há muitas jovens a fazer abortos clandestinos. Por acaso correu mal com a Lisete. Há lá miúdas a fazerem abortos com 14 e 15 anos. Umas encobrem, outras contam umas às outras e outras são ajudadas pelas próprias mães"
15 novembro, 2006
La cultura del terror
La acusada, Alma Di Agosto, había confesado. Llevaba presa más de un año; y parecía condenada a pudrirse de por vida en la cárcel.
Según es costumbre, los policías la habían violado y la habían torturado. Al cabo de un mes de continuas palizas, le habían arrancado varias confesiones. Las confesiones de Alma Di Agosto no se parecían mucho entre sí, como si ella hubiera cometido el asesinato de muy diversas maneras. En cada confesión había personajes diferentes, pintorescos fantasmas sin nombre ni domicilio, porque la picana eléctrica convierte a cualquiera en fecundo novelista; y en todos los casos la autora demostraba tener la agilidad de una atleta olímpica, los músculos de una fuerzuda de feria y la destreza de una matadora profesional. Pero lo que más sorprendía era el lujo de detalles: en cada confesión, la acusada describía con precisión milimétrica ropas, gestos, escenarios, situaciones, objetos...
Alma Di Agosto era ciega.
Sus vecinos, que la conocían y la querían, estaban convencidos de que ella era culpable:-
-¿Por qué? --preguntó el abogado.--Porque lo dicen los diarios.-
-Pero los diarios mienten --dijo el abogado.-
-Es que también lo dice la radio --explicaron los vecinos--. ¡Y la tele!
de Eduardo Galeano Livro de los Abrazos
10 novembro, 2006
Amanhã, ICBAS, pelas 15h, no I2
30 outubro, 2006
Ah, se eu usasse camisa cor-de-rosa...

Ai, se eu usasse camisa cor-de-rosa
Sapato de vela
Frequentasse as discotecas mais in desta cidade
Fingisse uma heterossexualidade absoluta
Tivesse um bom conforto monetário (ou fingia tê-lo)
Despojasse o meu cérebro de trabalhos
E dedicasse o meu pensamento à roupa,
às festas, ao futebol, à cilindrada do meu carro,
às gajas...
Estudasse muito para entrar em Medicina..
Concordasse com tudo para chegar à AE,
Decorasse dez poemas,
Frequentasse o Teatro Nacional uma vez por ano,
Lêsse um best-seller por ano,
para fingir cultura!
Se ouvisse house comercial,
Conhecesse dois ou três cantores de jazz,
Bebesse muita vodka nas festas,
Vestisse um traje académico
E insultasse meia dúzia de murcões
Como a vida era tão fácil...
Era tão fácil, se eu usasse camisa cor-de-rosa
11 outubro, 2006
E, se o escritório da Rua dos Douradores representa para mim a vida, este meu segundo andar, onde moro, na mesma Rua dos Douradores, representa para mim a Arte. Sim, a Arte, que mora na mesma rua que a Vida, porém num lugar diferente, a Arte que alivia da vida sem aliviar de viver, que é tão monótona como a mesma vida, mas só em lugar diferente. Sim, esta Rua dos Douradores compreende para mim todo o sentido das coisas, a solução de todos os enigmas, salvo o existirem enigmas, que é o que não pode ter solução."
25 setembro, 2006
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos mese
so que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão-Ferreira
06 setembro, 2006
02 setembro, 2006

De Jonh Denver (também interpretado por Björk)
All my bags are packed
Im ready to go
Im standin here outside your door
I hate to wake you up to say goodbye
But the dawn is breakin
Its early morn
The taxis waitin
Hes blowin his horn
Already Im so lonesome
I could die
So kiss me and smile for me
Tell me that youll wait for me
Hold me like youll never let me go
cause Im leavin on a jet plane
Dont know when Ill be back again
Oh babe, I hate to go
Theres so many times Ive let you down
So many times Ive played around
I tell you now, they dont mean a thing
Evry place I go, Ill think of you
Evry song I sing, Ill sing for you
When I come back, Ill bring your wedding ring
So kiss me and smile for me
Tell me that youll wait for me
Hold me like youll never let me go
cause Im leavin on a jet plane
Dont know when Ill be back again
Oh babe, I hate to go
Now the time has come to leave you
One more time
Let me kiss you
Then close your eyes
Ill be on my way
Dream about the days to come
When I wont have to leave alone
About the times,
I wont have to say
Oh, kiss me and smile for me
Tell me that youll wait for me
Hold me like youll never let me go
cause Im leavin on a jet plane
Dont know when Ill be back again
Oh babe, I hate to go
But, Im leavin on a jet plane
Dont know when Ill be back again
Oh babe, I hate to go
24 agosto, 2006
Edward Hopper, Nightawks
simplesmente, apeteceu-me...
Cansei de esperar pelo metro. A Trindade estava deserta e eu não compreendia o porquê! O ar estava tão denso que o conseguia sentir entre os dedos latejando de frio. Eram nove da manhã! Para onde tinha fugido a cidade? Resolvi saltar da plataforma para a linha e iniciei uma inesquecível caminhada na direcção da estação do Bolhão.
O túnel ia envolvendo aos poucos, sem se deixar perceber. Quando a consciência me despertou, todo ele era omnipresente. Pequenas lâmpadas esbranquiçadas, que não conseguiam estender a sua luz por mais do que três palmos de cimento, sucediam-se a intervalos regulares. Sem exibicionismos faziam-se perceber como os únicos elementos vivos daquele habitat inerte. Estuguei o passo. Continuei a descer! Subitamente um estrondo desviou-me atenção na direcção oposta e verifiquei que já não conseguia avistar a entrada do túnel. Quando retomei a marcha deparei-me com algo que me fez duvidar do realismo da minha existência. Cerca de cinquenta metros à frente, uma porção da escuridão ondulava, como quando olhamos para uma planície deserta a quarenta graus. Mas este pedaço da escuridão ondulava lentamente e, de repente, inverteu o movimento e rodou sobre si mesmo. Como roda a água num lavatório quando o destapamos. Mais propenso ao tenaz apetite de abraçar o desconhecido do que à trepidez do retrocesso, avancei. Ao avançar senti que... to be continued
21 agosto, 2006
Na transição férias - marranço brutal...
Há uma vertigem assinalável que destrói a construção de mim a mim mesmo. Um erudito caleidoscópio cuja multiplicidade de cores ultrapassa a fronteira do meu horizonte atingível...
27 julho, 2006
20 julho, 2006
Ódio, ainda se lembram?
Contributo para os retratos originais de uma filosofia gráfica, ou porque a razão é desesperadamente chamada a este momento...
Mastigar a indecisão é negar a razão das várias possibilidades. Não me furto ao desconhecido. Quero percebê-lo. Porque haverá um momento em que ele se auto-destrói. E é todo o antes desse momento que atravessa. E é toda a razão oculta que procuro trazer à superfície.
Não há momentos de ruptura mais ou menos relevantes. Há romper e há reformar. E há que saber quando romper, porque reformar é um acto sempre disponível...
17 julho, 2006
Decidi que em vez de postar imagens fantásticas sobre a 1ª Marcha LGBT no Porto, decidi antes colocar aqui o porquê de ela ser necessária.
Fonte: http://portugalgay.pt/frame.asp





11 julho, 2006
28 junho, 2006
Não se esquçam de ir à
Marcha do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero
8 de Julho de 2006, Porto
